quarta-feira, 20 de setembro de 2017
quarta-feira, 26 de julho de 2017
São Paulo-SP. Doria planeja lançar concessões do transporte público em conjunto
Para atrair mais a atenção de investidores estrangeiros, a Prefeitura de São Paulo planeja lançar ao mesmo período as três grandes concessões de transporte público: a operação dos terminais de ônibus, das linhas e do sistema de pagamento do bilhete único. Até agora, os processos vinham sendo tratados com cronogramas separados.
A estratégia, diz o prefeito João Doria (PSDB), é atender ao “grande apetite” de investidores árabes e asiáticos no setor. Doria, em visita à China, tem hoje reuniões no Banco da China e no Banco de Desenvolvimento da China e deve focar as conversas em duas das três concessões: terminais e bilhete único. A estratégia é preparar terreno para negócios futuros. “Fundos soberanos árabes tomam as decisões pelos investimentos, mas na China os fundos financiam investimentos das demais empresas”, diz.
Desde a última revisão do Plano Diretor da cidade, em 2014, terrenos que abrigam terminais de ônibus têm o potencial construtivo aumentado. Empresas dispostas a zelar pela manutenção das plataformas de embarque, e investir para melhorá-las, poderão usar o potencial extra para fazer shoppings, hotéis, universidades e até salas comerciais. Dividida em lotes, é uma das oportunidades de negócio que Doria mostrará hoje.
A concessão do bilhete único também requer investimento inicial pesado, uma vez que a ideia é mudar a tecnologia.
“Queremos atrair empresas que farão o pagamento no celular”, diz Doria. A tecnologia de pagamento por aproximação, a NFC, que vêm se popularizando no mundo, ainda não emplacou no Brasil. No lugar do cartão de crédito, as transações financeiras são validadas pelo celular, e isso vale para o bilhete único ou qualquer outra compra. O sistema em que circulam cerca de R$ 7 bilhões ao ano – o da frota de ônibus – pode ser visto como porta de entrada para o mercado brasileiro.
Prazo
A data exata para o lançamento do pacote ainda não foi anunciada. Das três concessões, há mais urgência na da operação das linhas, que hoje funcionam sob termos acordados 15 anos atrás com as empresas e que, em muitas áreas, só funcionam por contratos emergenciais, tidos como mais caros. Doria, porém, diz não esperar que o interesse estrangeiro pelo investimento na infraestrutura do setor se repita na concessão das linhas, que serão voltadas a empresários brasileiros.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Campo de Marte: Prefeitura faz acordo e área será destinada a parque municipal
Na última sexta-feira (21/7), em reunião no gabinete do Prefeito João Doria (PSDB) com o ministro da Defesa Raul Jungmann e o chefe do Gabinete do Comando da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, ficou acertado que parte do Campo de Marte será destinado a um novo parque municipal. A expectativa é que o acerto seja assinado no próximo 7 de agosto, mês que também será divulgado o cronograma de implantação do projeto.
A área é uma antiga disputa – desde 1958 – da Prefeitura com a União. Um cabo-de-guerra que, nos últimos anos, já estava arrefecendo em favor da Capital: a criação do parque – que pode ser o terceiro maior da cidade – vem desde 2015 (leia mais abaixo).
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| foto (topo): Ana Cláudia Sacomani/Arquivo SP Norte |
De acordo com o Estadão, a posse da área está com a Prefeitura, garantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Porém, a situação ainda tramita no Superior Tribunal Federal (STF).
Doria afirmou que a construção será dividida em três fases, mas a construção de um museu aeroespacial e o parque estão garantidas. Existe a possibilidade de desativação completa do Campo de Marte, que atualmente recebe voos de pequeno porte, helicópteros e mantém espaços destinados à infraestrutura da Aeronáutica. A desativação será tema de outras reuniões entre a Prefeitura, Aeronáutica e Ministério da Defesa.
A área do futuro parque terá 401 mil m², número correspondente a 20% do terreno. O local fica próximo à pista e a alguns campos de futebol – a extensão do parque chega próximo onde é, hoje, uma área destinada aos carros alegóricos utilizados no Sambódromo. De acordo com os mapas da lei de zoneamento da Capital, a área faz parte da Prefeitura Regional Santana/Tucuruvi.
O encontro de agosto, quando acertado e assinado o acordo, terá a presença do Presidente Michel Temer (PMDB), do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o comandante da Aeronáutica,brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato.
CONSTRUÇÃO DE PARQUE E MUSEU É DISCUTIDO DESDE GESTÃO ANTERIOR
Em novembro daquele ano, a reportagem “Zona Norte deverá receber museu de aeronáutica” mostrava que a ideia era ambiciosa: uma área de “40 mil metros quadrados, mais 10 mil metros quadrados para um pátio de estacionamento de aeronaves e uma rota de acesso à pista de pouso do Campo de Marte. Os acervos serão provenientes da Fundação Santos Dumont, da Força Aérea Brasileira e do Museu TAM, localizado no município de São Carlos, a 250 quilômetros da Capital”.
Domingo Aéreo no Campo de Marte
Ainda em 2015, o então prefeito Fernando Haddad (PT) já avaliava a criação de um parque. “O Campo de Marte equivale a quase dois parques do Ibirapuera. A gente abre esse espaço para atividades comunitárias”, afirmou Haddad em evento realizado na Distrital Norte da Associação Comercial de São Paulo.
Já em outubro de 2016, a ideia de um parque no Campo de Marte começou a ganhar força logo depois da eleição de João Doria para a Prefeitura. “A ideia é que a iniciativa privada, por meio de concessão, administre os parques – a exemplo do que Doria deseja realizar com o Anhembi e o Autódromo de Interlagos. Os espaços não necessariamente serão inteiramente destinados a parques, mantendo a operação do heliponto no local”, afirmava a reportagem.
* com informações do Ministério da Defesa, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e UOL
terça-feira, 25 de julho de 2017
Ônibus municipais de São Bernardo devem aceitar cartão de crédito a partir de agosto
A partir de agosto, passageiros das linhas de ônibus municipais de São Bernardo do Campo, operadas pela SBCTrans, poderão utilizar o cartão de crédito para pagamento da tarifa.
A informação é do jornalista Ádamo Bazani, do blog Diário do Transporte.
O novo formato será testado em alguns veículos inicialmente. Para ter acesso às integrações no sistema, porém, o passageiro deve continuar portando o Cartão Legal.
Um dos objetivos, segundo a empresa, é oferecer uma alternativa e facilitar o acesso de quem não utiliza o transporte público da cidade regularmente.
Monotrilho terá mais que o triplo de capacidade do BRT
Formato definido pelo governo do Estado de São Paulo para Linha 18-Bronze (Tamantuateí-Djalma Dutra), o monotrilho poderá transportar, por sentido e por hora, 26.120 passageiros do ABC a São Paulo e vice-versa. A projeção é da Scomi, empresa responsável pela fabricação das futuras 32 composições do ramal. Em comparação com um sistema BRT (Bus Rapid Transit), o número cairia para 7.650 usuários.
A projeção foi passada pela diretora comercial da Scomi UTSB, Karalyn Moreira, em entrevista ao canal RDtv, acompanhada pelo diretor acionista da empresa, Halan Lemos Moreira. A Linha 18, que será operada pelo Consórcio VemABC por 25 anos, terá composições com capacidade de 653 passageiros cada, com intervalos previstos de 90 segundos. Ao todo, a expectativa é que trafeguem 40 monotrilhos por sentido a cada hora.
Caso o modal fosse transferido para BRT, ideia alçada pelo prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Orlando Morando (PSDB), no mês passado, e pelo deputado federal Alex Manente (PPS) desde janeiro ao RDtv, a Scomi avalia em uma projeção de 51 ônibus por hora e por sentido, com intervalos iguais, seriam transportados 150 usuários por veículo.
“O monotrilho, em comparação ao BRT para área (do ABC), é muito mais vantajoso, justamente pela ocupação do espaço no solo. O monotrilho será elevado e não vai impactar o solo, hoje já utilizado pelo trânsito. Ocupar uma duas ou três faixas com BRT resultaria em mais desapropriações e maior custo, e continuará interagindo com trânsito, cruzamento, pedestre e semáforos”, explica Karalyn Moreira.
Os executivos defendem que o monotrilho, por ser em vias elevadas, causa menor impacto ambiental, visual e sonoro em comparação com o BRT, por exemplo, além de não sofrer interferência com enchentes. “A viga do (monotrilho) é ‘esbelta’. Pela sustentação em cima de pneus em concreto, tração elétrica, o veículo não gera ruído. Então você ganha mobilidade, ganha acesso, não agride a penetração solar e valoriza a área”, prossegue a diretora.
Uma das razões pelo atraso para o início das obras da Linha 18 passa pela classificação como categoria “C” quanto à capacidade de endividamento do Estado, segundo a Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), vinculada ao Ministério do Planejamento. Por essa razão, cerca de R$ 406,9 milhões para desapropriações, oriundos do Palácio do Planalto, estão travados, cenário no qual o governo paulista tenta reverter.
Halan Moreira garante que o monotrilho da Linha 18 sairá do papel no ABC, embora mostre insatisfação com a burocracia no Brasil. “Na China, por exemplo, falou-se em obras de monotrilho em 2008, as obras se iniciaram em 2011 e em 2017 já conta com 65 km de monotrilho com uma linha pronta e transportando 600 mil passageiros por dia”, compara.
Apesar dos empecilhos, o executivo assegura que uma vez resolvido o entrave da Cofiex ao governo paulista, as obras e a fabricação das composições se iniciam imediatamente. “Já preparamos uma área em Taubaté, porque essas composições da Linha 18 serão fabricadas aqui no Brasil. Também preparamos outro estabelecimento, para receber equipamentos para produção e montagem do monotrilho. Ou seja, adiantamos o nosso lado para ganhar tempo”, diz.
Com 13 estações previstas numa extensão de 15,7 km, a Linha 18 partirá da região central de São Bernardo e passará por Santo André e São Caetano, até chegar na Estação Tamanduateí, em São Paulo. No local, os usuários poderão fazer baldeações para Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) do Metrô e a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Informações: Reporter Diario
sábado, 22 de julho de 2017
Justiça determina que tarifa de ônibus em Osasco volte a R$ 3,80
A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura de Osasco revogue o aumento da tarifa de ônibus da cidade e volte a ser R$ 3,80. A passagem hoje é de R$ 4,25.
O Ministério Público, que pediu a suspensão, alegou que o aumento de tarifa foi acima da inflação, colocando em risco as finanças dos usuários do transporte público.
A Justiça também determinou multa e R$50 mil por dia à Prefeitura de Osasco e às empresas de ônibus em caso de descumprimento.
Informações: Viatrolebus
terça-feira, 18 de julho de 2017
Jundiaí-SP. Geraldo Alckmin assina contrato de concessão de aeroportos estaduais
O Governador Geraldo Alckmin (PSDB)
assinou nesta terça-feira (18) o contrato de concessão de cinco aeroportos
estaduais em uma cerimônia realizada em Jundiaí (SP), no aeroporto Comandante
Rolim Adolfo Amaro.
O contrato
prevê que a empresa vencedora da licitação invista mais de R$ 93 milhões em
melhorias no prazo de 30 anos, incluindo medidas de conforto aos passageiros e
segurança aeroviária. Em quatro anos, por exemplo, o valor deve atingir R$ 30
milhões, cerca de R$ 20,5 milhões somente em Jundiaí.
É a primeira
vez que aeroportos estaduais serão administrados pela iniciativa privada. Em
contrapartida, a empresa apresentou um cheque de R$ 25 milhões durante a
cerimônia, representando a outorga com base no valor calculado pelo governo
para liberar a exploração dos aeroportos.
Além do
aeroporto de Jundiaí, a concessão compreende outros quatro: Artur Siqueira, em
Bragança Paulista, e o Campo dos Amarais, em Campinas. No litoral, o consórcio
assume a operação do aeroporto Gastão Madeira, em Ubatuba, e do Antônio Ribeiro
Nogueira Jr., em Itanhaém.
Informações: g1 Sorocaba e Jundiaí
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