No dia 31 de julho de 2010 foi inaugurado oficialmente o Corredor Metropolitano de Ônibus entre a cidade de Diadema, no ABC Paulista, a e região da estação Berrini, da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Antes os serviços eram feitos por micro-ônibus MetraClass entre as duas regiões, que trafegavam por faixas comuns.
De lá para cá, por causa do menor tempo de deslocamento entre os dois pontos, que totalizam 12 quilômetros de extensão, mais pessoas se sentiram estimuladas a usar o transporte público e a demanda de passageiros aumentou.
De acordo com dados da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema municipal da Capital Paulista, e da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, das linhas intermunicipais, pelas 24 paradas do corredor passam por dia 340 mil passageiros.
Para se ter uma ideia, o monotrilho da linha 15 Prata, que deve operar entre Ipiranga e Cidade Tiradentes, em 26,7 quilômetros de extensão deve transportar, quando ficar pronto, 550 mil passageiros por dia.
No entanto, o valor das obras do monotrilho deve ser de R$ 7,1 bilhões, além de dez aditivos contratuais que devem deixar as obras mais caras, com um custo atual de R$ 265 milhões 917 mil 602 e 99 centavos por quilômetro. Já os 12 quilômetros do corredor custaram na época da inauguração, R$ 24,5 milhões.
Não se trata de rivalizar modais, mas a comparação entre total de quilômetros, demanda atendida por dia e custo por quilômetro e total das obras devem ser debatidos.
O correspondente da Folha de São Paulo, Diogo Marcondes, na região da Cidade Ademar, na zona Sul da capital paulista, conversou com passageiros que se mostraram satisfeitos com a redução no tempo de viagem. Confira em:
http://mural.blogfolha.uol.com.br/2015/08/14/corredor-de-onibus-diadema-brooklin-completa-5-anos/
O tempo de deslocamento poderia ser menor se o trecho do corredor municipal na Avenida Luís Carlos Berrini estivesse pronto em abril, como prometeu a prefeitura de São Paulo. Agora, a nova previsão é dezembro. Confira em: https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/08/04/corredor-de-onibus-da-berrini-deve-ficar-pronto-so-em-setembro/
Após o Shopping Morumbi, os ônibus entram no meio do trânsito comum.
O corredor entre Diadema e Brooklin não pode ser considerado um BRT – Bus Rapid Transit. Por exemplo, não há faixas a mais para os ônibus ultrapassarem, o que causa filas de coletivos perto das paradas. Não há também cobrança desembarcada, ou seja, o passageiro pagar antes da chegada do ônibus.
Se o espaço fosse requalificado, com poucos recursos seria possível ampliar a capacidade de atendimento e reduzir ainda mais o tempo de viagem.
Além das linhas municipais de São Paulo, passam pelo Corredor Diadema-Brooklin duas linhas metropolitanas para as quais o espaço foi criado: 376 – Diadema / Estação Berrini da CPTM e 376 M – Diadema / Shopping Morumbi, operadas pela concessionária Metra, do ABC Paulista.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Informações: Ponto de Ônibus
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