quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Trabalhadores da CPTM ameaçam parar dia 20

Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa do governo paulista, ameaçam parar no próximo dia 20. Os quatro sindicatos que representam a categoria – Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (linhas 11-Coral e 12-Safira), de São Paulo (linhas 10-Turquesa e 7-Rubi), da Zona Sorocabana (linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda) e dos Engenheiros – querem que a empresa reveja a proposta do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2015, que, segundo afirmam, deixa os trabalhadores sem bonificação.
O principal problema para os trabalhadores é com a meta de passageiros transportados. Em julho do ano passado, eles propuseram que a meta fosse de 827 milhões de passageiros transportados no ano, o que representava crescimento de 2% em relação a 2014. A empresa queria uma meta de 845 milhões, pouco mais de 4%. Outras metas dizem respeito a itens como faltas ao trabalho e evolução de desempenho da empresa.
“Essa meta é importante porque diz respeito ao pagamento mínimo – R$ 3.840,71 – que o trabalhador pode receber. Mas a meta tem de ser adequada à realidade”, afirmou o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves Matos. Segundo ele, a empresa demorou a propor reuniões com os trabalhadores e a categoria está sem previsão de receber o PPR. “Foi uma reunião em julho, outra em outubro e outra na semana passada.”
Matos contou que o ano da CPTM fechou com 831 milhões de passageiros transportados. O número supera o proposto pelos trabalhadores e fica abaixo da proposta da empresa. “Se a companhia tivesse buscado acordo conosco não estaríamos nessa situação. Agora os trabalhadores não aceitam a proposta da empresa”, afirmou.
No ano passado, o tema já havia sido discutido, durante a campanha salarial da categoria, que contou com uma paralisação de 24 horas no dia 3 de junho. Naquela ocasião, a empresa propôs que entregas de estações e instalação de equipamentos fossem incluídos nas metas das parcelas fixa e variável do PPR. O que foi rechaçado pelos trabalhadores, pelo fato de o cumprimento da meta não depender deles.
O desembargador Wilson Fernandes, que mediou as negociações no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), concordou com os trabalhadores e propôs que as metas fossem debatidas no núcleo de negociação do tribunal. “Por que colocar metas que são inatingíveis? Aceitamos metas que tenham desafio, que a gente pode correr atrás e conseguir”, disse Matos à época. Segundo ele, houve acordo entre empresa e trabalhadores nesses pontos.
A próxima reunião entre a CPTM e os ferroviários está marcada para o dia 19. No mesmo dia, os trabalhadores devem realizar assembleia para decidir se aceitam ou não os termos do acordo para o PPR.
Informações: Rede Brasil Atual

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